A SpaceX mostrou a investidores um protótipo de dispositivo de IA descrito como "parecido com um handset" — mais fino que um iPhone — antes de seu IPO em junho de 2026, segundo reportagem do The Wall Street Journal publicada nesta quarta-feira, 1º de julho. A empresa afirmou que o design ainda está em fase inicial e pode mudar. Elon Musk negou as informações chamando-as de "completamente falsas".
O dispositivo rodaria em um sistema operacional próprio e integraria tecnologia da xAI — a empresa de inteligência artificial de Musk que a SpaceX adquiriu no início de 2026. A estratégia seria competir fora dos ecossistemas de Google (Android) e Apple (iOS), criando uma interface nativa de IA. A SpaceX tem capacidade de manufatura em escala via Tesla e acesso a chips para processamento local — dois ativos que empresas como Humane e Rabbit não tinham quando tentaram lançar seus gadgets de IA e fracassaram. A OpenAI segue o mesmo caminho: desenvolve um dispositivo de IA com Jony Ive, ex-diretor de design da Apple, e recentemente contratou o executivo responsável pelo Vision Pro para reforçar seu time de hardware.
Para gestores e empresas brasileiras, o cenário ainda é especulativo — mas aponta para uma tendência concreta: as grandes plataformas de IA querem sair das telas de computador e entrar no bolso do usuário. Se a SpaceX ou a OpenAI conseguirem lançar um dispositivo de IA que funcione de verdade, o impacto no mercado de produtividade corporativa pode ser significativo — especialmente para quem hoje usa ChatGPT, Claude ou Gemini como ferramentas de trabalho no celular. Por ora, vale monitorar sem pressa de tomar decisão.
Se você ainda está escolhendo qual plataforma de IA usar no trabalho, nosso comparativo atualizado pode ajudar: ChatGPT vs Claude vs Gemini: qual usar no trabalho em 2026.
🖊️ Na nossa avaliação
O cemitério de gadgets de IA já tem lápides com os nomes Humane AI Pin e Rabbit R1 — dois dispositivos que chegaram com promessa e saíram de cena em menos de um ano. A SpaceX tem vantagens que aquelas startups não tinham: manufatura em escala, chips próprios e uma base de usuários do Starlink que pode ser o canal de distribuição. Mas a questão central não mudou: consumidores ainda não demonstraram que querem carregar mais um aparelho no bolso só porque ele tem IA. A corrida de hardware de IA entre SpaceX e OpenAI vai revelar, mais uma vez, se o problema era o produto ou a premissa.